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Quando os últimos são os primeiros

Nas Eleições Autárquicas do passado dia 1 de outubro, o PS no concelho da Moita obteve o melhor resultado global desde 2001, obtendo a confiança de cerca de 29% da vontade dos cidadãos que foram votar, sinónimo da confiança nos projectos e nas candidaturas que apresentamos.

O PCP/CDU, que durante mais de 41 governou o concelho com maioria absoluta, teve o seu pior resultado de sempre ( -6,5%), perdendo 1 Vereador, a maioria absoluta na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia da Moita e Alhos Vedros e mandatos na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

Estes resultados são, pois, indissociáveis de uma forma de exercer o poder caracterizada por uma postura autoritária, arrogante e de inação, e representam a rejeição dessa postura.

Estamos perante uma mudança de paradigma e uma manifestação de vontade por parte dos munícipes que terá de ser devidamente interpretada e respeitada pelos seus representantes nos órgãos autárquicos.

Preocupante, continua a ser a elevada taxa de abstenção no nosso concelho (57%) que, apesar da ligeira diminuição, foi a maior do distrito a exigir respostas adequadas por parte dos eleitos e das instituições no sentido de promover a participação política dos cidadãos.

Entretanto, instalados os órgãos autárquicos, a Câmara Municipal ficou assim constituída:

4 membros do PCP/CDU;  3 do PS;  1 do BE e  1 da coligação Merecemos Mais que juntou o PSD, o CDS e MPT.

Pela primeira vez desde o 25 de Abril, o Presidente da Câmara decidiu atribuir Pelouros a todas as forças politicas representadas naquele órgão autárquico, interpretando a nova realidade que a mudança impôs.

Para desempenho das funções que cabem a cada Pelouro são atribuídos tempos de trabalho aos respetivos Vereadores.

No caso presente, seguindo uma interpretação bastante sui generis dos resultados eleitorais, não pode deixar de causar estranheza ter sido atribuído ao Vereador da coligação que juntou o PSD, CDS e MPT, um tempo inteiro para desempenho das funções do Pelouro atribuído, uma vez que foi a força politica que menos votos arrecadou para o órgão Câmara Municipal.

Ao PS, que elegeu 3 Vereadores e foi a segunda força mais votada, apenas foi destinado um Pelouro e com meio-tempo para o respetivo desempenho, ficando os restantes 2 vereadores do PS sem qualquer Pelouro.

Ao BE, a 3ª força mais votada, foi também atribuído apenas meio-tempo para o seu Pelouro.

Esta decisão não é, pois, a que melhor respeita a vontade expressa pelos eleitores, atribuindo maiores responsabilidades à força politica em que, no concelho da Moita, menos eleitores votaram (PSD+CDS+MPT).

Pela parte dos vereadores do PS, com Pelouro e sem Pelouro, o compromisso é acima tudo para com as pessoas, pela elevação do nosso Concelho ao patamar que lhe é devido, valorizando o seu potencial para que cada um possa nele desenvolver o seu projeto de vida, pelo que iremos cumprir o mandato que nos foi confiado nos termos do programa que apresentámos e que consubstancia o nosso projeto, procurando sempre ouvir as pessoas e dar resposta aos seus anseios e preocupações.

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