Os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, Luís Chula, Filomena Ventura e Pedro Aniceto (em substituição de Carlos Albino), abstiveram-se, uma vez que ainda não existe matéria sobre a qual deliberar.
DECLARAÇÃO DE VOTO
O voto de abstenção dos Vereadores do Partido Socialista fundamenta-se em:
Consideramos que esta Deliberação é prematura. Embora o diploma legal (Lei Quadro da Descentralização), no seu articulado explicite a data de 15 de setembro próximo, para uma tomada de posição por parte deste Órgão e posteriormente pela Assembleia Municipal, a produção de efeitos só se efetivará com a publicação dos diplomas sectoriais;
A Deliberação hoje proposta fundamenta-se nos juízos de valor/ considerandos por parte do Sr. Presidente da Republica, omitindo, de forma quase deliberada, a posição da Associação Nacional de Municípios Portugueses sobre este tema.
Desconhecem os Vereadores do Partido Socialista o impacto financeiro para o Município, porque não foram debatidos nunca em reunião de Câmara, embora a informação seja de julho passado.
Os Vereadores do Partido Socialista consideram que a Deliberação aqui proposta, discutida e votada hoje, é, em última análise sobre a não existência de competências, dado que quer a ANMP, quer a DGAL mencionam que pela não existência dos diplomas sectoriais o prazo de 15 de setembro tem, obrigatoriamente que ser dilatado temporalmente.
O voto de abstenção dos Vereadores do Partido Socialista, não poderá nunca ter uma leitura (quase sempre enviesada) que optamos por não nos posicionarmos, parece-nos ser de não aceitar a Delegação de Competências para 2019, devido ao desconhecimento dos impactos financeiros, do aumento do Quadro de Pessoal e da não ponderação sobre os efeitos que terá para o nosso Município. Porém, parece-nos, de igual modo ser prematura a tomada de posição aqui hoje proposta e votada.
Moita, 29 de agosto de 2018
Os transportes, as acessibilidades, as questões da mobilidade no seu todo, obrigam a um estudo permanente donde resultem soluções que tenham em conta o crescimento das cidades e vilas, as novas formas de viver, condições ambientais mais saudáveis, e as realidades socio-económicas das populações, tendo sempre como foco principal o bem-estar destas.
No nosso concelho, a diminuta oferta de trabalho, bem como a ausência de qualquer estabelecimento de ensino superior, resulta num elevado movimento pendular a que corresponde elevado gasto em transportes, agravado pelo facto de as nossas localidades se encontrarem fora das coroas dos chamados passes-sociais, reduzindo, em simultâneo, o tempo dedicado às famílias, ao lazer e à vida social.
A quase total inexistência de transporte público de e para alguns municípios da região obriga os nossos munícipes a complexas soluções com inevitável demora e elevado custo.
Por outro lado, a oferta de transportes públicos entre os lugares mais remotos do concelho e o centro das nossas vilas onde operam a maioria dos serviços públicos, é bastante deficitária.
A pulverização de troços clicáveis e pedonais que não se ligam entre si nem entre os municípios vizinhos, para além da pouca importância que é dada à promoção dos chamados modos leves, não animam a utilização da bicicleta e as vantagens de andar a pé.
Tudo isto concorre para o recurso excessivo ao veículo individual com o consequente crescimento dos níveis de gases nocivos na atmosfera e ocupação das vias e espaços públicos pelo automóvel, numa preocupante degradação da qualidade de vida das populações.
Após a aprovação da Lei 52/2015 de 9 de junho, a Área Metropolitana de Lisboa que o concelho da Moita integra, tal como a Área Metropolitana do Porto, interpretando a oportunidade, disponibilizaram-se para assumirem novas competências na gestão dos transportes, sendo que a maioria dos Municípios que as compõem, para tal, já manifestaram a sua concordância e enviaram contributos.
Procuram, assim, encontrar uma solução de transportes e de mobilidade que, em conjunto, sirva melhor e a custos mais acessíveis, atraindo mais gente para o transporte coletivo em prejuízo do transporte individual.
O PS da Moita espera que se encontre uma política de recuperação e renovação dos transportes na Área Metropolitana e no nosso concelho, a qual só terá verdadeiro sucesso se ninguém for deixado para trás ou se excluir, pelo que o transporte deverá ser acessível, afirmando o direito à mobilidade, e por essa via, ao desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equitativa.
O Secretariado da Comissão Política Concelhia da Moita do Partido Socialista
16 de julho de 2018
Direção Política da Concelhia da Moita do Partido Socialista
]]>“SAUDAÇÃO
CENTENÁRIO DO 1º MAIO FUTEBOL CLUBE SARILHENSE
Dentro de dias comemora-se o centenário da fundação do 1º de Maio Futebol Clube Sarilhense, um dos clubes mais emblemáticos do nosso concelho e que conta com uma rica e variada história.
No passado, o 1º Maio FUTEBOL CLUBE SARILHENSE teve uma importância determinante não só no plano desportivo como no cultural e no social.
Esta coletividade chegou a ser apelidada de “viveiro” porque grandes nomes do futebol distrital e nacional saíram das suas formações, enchendo de orgulho todos os habitantes de Sarilhos Pequenos.
Do ponto de vista social e cultural, num meio pequeno como o de Sarilhos Pequenos, representou nos tempos em que as coletividades eram o ponto de encontro, o lugar onde a população se reunia para socializar e divertir, a casa de todos os Sarilhenses.
Atenta às dificuldades sociais que a população sentia nos anos de maior aperto, intervinha realizando peditórios para ajudar as famílias mais carenciadas da aldeia.
Ao longo dos anos foram muitas as atividades que organizou: futebol, ginástica, judo, atletismo, dança, espetáculos musicais e bailes. Contudo a sua coroa de glória sempre foi o futebol. Quem não se lembra da azáfama aos domingos, na Rua Miguel Bombarda, em direção ao Campo do Brechão.
O 1º de Maio Futebol Clube Sarilhense teve como dirigentes, ao longo destes 100 anos, homens e mulheres que dedicaram à coletividade e à terra o melhor do seu saber, do seu tempo e dedicação, deixando obra edificada e um vasto património desportivo, social e cultural junto dos seus associados e da população em geral, resultado da sua intervenção e prática de cidadania.
Embora hoje atravesse um momento menos favorável, acreditamos que, no futuro, voltará a ser um clube com dinâmica e preponderância para Sarilhos Pequenos e para o concelho.
Assim, a Assembleia Municipal da Moita, reunida a 20 de abril de 2018, delibera saudar todos os associados, atletas e dirigentes que, ao longo destes 100 anos, elevaram bem alto o nome do 1º de Maio Futebol Clube Sarilhense, de Sarilhos Pequenos e do seu concelho.
Esta Saudação uma vez aprovada deverá ser enviada à Direção do Clube, à comunicação social local e regional, bem como publicado nos meios informativos municipais disponíveis, nomeadamente site.
Moita, 20 de Abril de 2018
O Grupo Municipal do Partido Socialista”
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) emitiu, na última sexta-feira, um parecer onde deixa um aviso ao Presidente da União de Freguesias do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos sublinhando que “no futuro, deve abster-se de adotar comportamentos que possam constituir violação da proibição de realização de publicidade institucional e dos deveres de neutralidade e de imparcialidade”, previstos na lei, “sob pena de cometer o crime previsto no artigo 172.° da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais”. Este parecer da CNE, surge em resposta à queixa apresentada pelo Partido Socialista do concelho da Moita, em Setembro do ano passado, depois de, já em pleno período oficial de campanha eleitoral, a Junta de Freguesia do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos ter lançado para a rua o boletim “O Ribeirinho”, onde o executivo CDU (o mesmo que estava a concorrer às eleições de 1 de Outubro) criticava o trabalho do anterior executivo da Junta de Sarilhos Pequenos (PS) e enumerava de forma exaustiva o trabalho realizado no decurso do seu mandato, apresentando ainda uma série de projetos futuros para a União de Freguesias, numa clara campanha eleitoral paga com dinheiros da Junta. A CNE veio, desta forma, dar razão ao PS considerando que “a distribuição do boletim, do qual constam menções ao executivo anterior, bem como a referência e fotografias relativas a projetos futuros da junta da união de freguesias é suscetível de configurar violação dos deveres de neutralidade e de imparcialidade previstos no artigo 41.° da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais e da proibição legal de realização de publicidade institucional constante do n.° 4 do artigo 10.° da Lei n.° 72-A/2015, de 23 de julho”.
O Secretariado da Concelhia da Moita do Partido Socialista
]]>O boletim da junta, denominado “O Ribeirinho”, publicado a 20 de Setembro, segundo dia do período oficial de campanha eleitoral para as autárquicas, que começou a 19, tem um texto onde fala “desta candidatura”. “O movimento associativo tem sido também um forte pilar desta candidatura”, é a frase que consta em destaque na página 3, e que faz parte do editorial assinado pelo executivo da autarquia, nomeadamente Miguel Carregosa, presidente, Jorge Paulino, secretário, e Custódia Paiva, sedretária, eleitos pela CDU.
O PS queixa-se ainda do titulo de capa do boletim, “4 anos de progresso”, de os eleitos comunistas usarem o órgão oficial da união de freguesias para comentar as proprias propostas de campanha apresentadas pelo partido socialista.
A campanha do PS, em folhetos e num mupi, promete “recuperar os serviços extintos pelo actual executivo [da junta]”, designadamente “explicações gratuitas desde o primeiro ciclo até ao Secundário”, a “cedência da carrinha à população para ajuda em pequenos transportes ou mudanças”, e o “transporte semanal para acompanhamento de familiares ao cemitério”.
O Boletim da junta, na parte em que o executivo justifica o cancelamento de alguns serviços que “não eram na realidade um serviço público à população”, diz que “não se pode emprestar a um bem público (carrinha) para que os moradores usem e abusem”, “as explicações ja tiveram muita participação em sarilhos pequenos mas nos últimos anos apenas duas alunas participavam regularmente”, e que “a junta de freguesia não tem nenhuma carrinha legalmente autorizada a transportar pessoas nem nenhum condutor que possa fazer esse tipo de transporte [de familiares ao cenitério pois é necessária uma licença especial”.
Noticia do DR
]]>Esta iniciativa está enquadrada com a missão fiscalizadora das Assembleias de Freguesia e resulta do facto dos autarcas do PS terem recebido inúmeras queixas por parte dos fregueses do pelo estado lastimável de algumas infraestruturas e equipamentos, alguns dos quais colocam em risco a integridade física de quem os utiliza, podendo mesmo resultar em graves danos pessoais.
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